DRAG



Sexta-feira foi meu dia mundial de combate ao fumo. Fui numa clínica de nome indiano, yashoia ou yazabarana, sei lá, fazer acupuntura a laser para deixar de fumar. Não seria tão ruim se não precisasse: tirar os sapatos logo na entrada da clínica e colocar umas meias verdes de hospital, ouvir (ou melhor, não conseguir escutar) todo mundo sussurrando para não atrapalhar os outros pacientes, fazer aplicação de ventosas nas costas, que me deixaram com 11 arroxeados do diâmetro de um copo, parecendo uma grande tatuagem clubber. E não precisava tentar me convencer a fazer o tratamento de acupuntura com agulhas, embora eu tenha deixado bem claro que eu não queria. Por que? Porque dói. Mas aqui na clínica não doi. Porque sangra. É bom sangrar, sabia? E no final, depois da aplicação do laser em várias partes do corpo, com o terapeuta quase em cima da maca, comportamento que eu já estava classificando como assédio sexual, ele resolveu estalar minha coluna, o que me ajudou a ficar o final de semana com dor nas costas. Terça-feira que vem eu volto lá. Onde eu deixei os meus cigarros???

1 comment:

Jackson Morais said...

A história é longa, né? Putz, força de vontade, lindo!
:o)