AH, ESSES ÊZES...


Inspirado no post do BHY, Sexy Motherfucker, trago alguns procedimentos a serem feitos quando houver contato com um ex:
As ligações telefônicas devem transmitir o mínimo de informações suas e durar no máximo 2min30seg. Esse tempo serve também caso você encontre-o em algum lugar e tenha que conversar. Mesmo que ele esteja nos últimos segundos de vida ou saiba os números do próximo jogo da mega-sena e já esteja te falando a terceira dezena, se passar dos 2min30seg bata o telefone na cara dele. Atenção, só bata o telefone na cara se estiver numa ligação com ele, do contrário, se for em um encontro, só bata com seu celular na cara do rapaz se você realmente achar que ele merece.
Nunca pergunte sobre a mãe, o cachorro ou aquela plantinha que você cuidava, agora eles fazem parte do clã dele, são de outra tribo e por isso mesmo inimigos em potencial. Em hipótese alguma vá tomar café da tarde com a ex-sogra. Os êzes detestam, não vai fazer nenhum bem pra você e o cachorro pode te morder.
Por outro lado, se a sua mãe perguntar por ele, finja naturalidade e responda: - Ele está bem, mas faz um tempo que não falo com ele. Não alimente o assunto dizendo que ele morreu, que fugiu ou que te enlouquece. Assim aos poucos ela também esquece.
Nem pense em cair em tentação e ir para cama com um ex. O índice de arrependimento é muito mais alto do que se você for para a cama com alguém que acabou de conhecer.
Bem, se você acha que eu exagerei um pouco e você ainda faz algumas coisas com seu ez, chame-o de qualquer outra coisa, mas não o chame de ex.

METADE PEPPERONI, METADE ALELUIA

Eu estava numa pizzaria com dois amigos e numa mesa próxima havia um grupo de moças e rapazes que rezaram de mãos dadas em volta da pizza antes de comê-la.
Amigo 1 - Humm, eu rezaria a noite inteira com aquele ali de azul!
Amigo 2 - Eu rezo toda a noite para ficar com o peito igual ao dele, que delícia!
Garçonete chega, anota o pedido e pergunta se vamos querer uma saladinha enquanto esperamos a pizza.
Amigo 1 - Não precisa não, a gente tem muito assunto para conversar antes da pizza... e nós vamos até rezar!
Garçonete: - Ora, vocês vão rezar? Vocês são evangélicos?
Amigo 1: - Não, mas somos muito religiosos!
Garçonete: - Eu sou evangélica! Qual a religião de vocês?
Amigo 1: - Bem, nossa religião... nós somos eCUmênicos, sabe? A gente costuma rezar sempre que tem vontade, normalmente dois a dois. Podemos passar a noite rezando...
Garçonete: - Como assim?
Amigo 1: - Na nossa religião todos são versáteis, nós aceitamos pessoas de outras religiões que queiram rezar com a gente. Por exemplo, você sabia que tem gente que reza com a testa encostada no chão e virado para.., para?
Amigo 2: - Meca.
Amigo 1: - E virado para Meca? Quando eu sair daqui eu vou numa boate encontrar com um amigo e depois vamos rezar lá em casa.
A moça afastou-se sem entender nada, tadinha, mas o assunto rendeu gargalhadas.

QUASE

Slava Mogutin - Raoul & Theo

Desde que
Que cheguei aqui

Tive que
Que me decidir
Vou ficando
Vou vivendo

Ou devo partir

Fui ficando
Fui vivendo

Fui partir
Era muito tarde
Quase que parto

Mas estava inseguro

Quase que embarco

Num sonho maduro

Quase me curo

Quase, eu juro

Quase dou um grande salto

Para o futuro

Fiquei no caminho

Faltou só um pouquinho


Nunca estive tão perto de ser feliz

Olha!
Só não deu certo porque eu não quis

Vi a sorte a um palmo do nariz


Só depois

Com você aqui

Só nós dois

Foi aí que eu vi
Como muda

Como fica

Bem melhor assim

Fui sentindo

Fui gostando

Quando vi

Quase estava amando

Quase que sinto

Um desejo violento
Quase que vivo

O maior sentimento

Quase me atinge

Me pega por dentro

Quase que eu me apaixono

Nesse momento

Pra desencantar

Resolvi contar

Mas você

Você não ouviu

Eu cheguei
Já quase febril
Murmurando

Qualquer coisa

Só que não saiu

Foi por pouco
Muito pouco

Mais um pouco

E eu diria tudo
Tudo que estava

Na minha garganta

Tudo que eu tento
dizer
E não adianta
Quase que eu digo

Com toda a emoção

Quase ponho pra fora

Meu coração
Quase que me expresso

Já pensou que sucesso!

Quase fiz tudo certo pra ser feliz
Quase que eu fiz de tudo mas eu não fiz

Quase alcancei a glória foi por um triz

Quase!
Luiz Tatit

BRANCA DE NEVE

Imagem: Tom Bagshaw

Era uma vez uma garota chamada Branca-de-Neve. Ou Snow White, apelido dado pelas coleguinhas da aula de inglês, pela sua brancura. Ou Snowboard, por ser branca e reta feito uma tábua. Snowboard era modela. Sim ela desfilava para os melhores estilistas do Reino, fazia sessões de fotos e participava de eventos. Todos elogiavam Snowboard pelo seu corpo e sua brancura. Snowboard deixou que a vaidade tomasse conta de sua mente. Começou a ficar com medo de engordar e perder seu reinado, afinal ela era a ganhadora do Next-Top-Model-Of-The-Woods. Por isso, começou a comer cada vez menos, até chegar o dia em que só comia uma maçã, tomava uma coca-zero e fumava um maço de malboro vermelho por dia.

Snowboard começou a dar medo. Sua brancura, sua magreza e seu bafo de cinzeiro afastaram as pessoas de seu convívio. Sua madrasta que havia feito uma cirurgia de redução de estômago, mas não emagrecia, pois passava os dias tomando leite condensado direto da lata, não suportava a presença daquela sílfide por perto. Então mandou Snowboard procurar sua turma. Snow pegou o carro, deu um rolé e foi fazer uns castings. Nenhuma Maison queria mais trabalhar com a moça. O visual bones era too last season. Acabou chegando no ateliê de sete joalheiros que confeccionavam peças em ouro. Eles ficaram encantados com a magreza da modelo e acharam que seus ossos expostos valorizariam as peças. Logo ela se tornou a modelo exclusiva da griffe. Também, ninguém queria trabalhar para aqueles veadinhos. Um era histérico, o outro hipocondríaco, o terceiro abobado, o quarto era chatíssimo e assim por diante. Foi o casamento perfeito.

Enquanto isso, sua madrasta havia conhecido uma nutricionista fantástica, que fez uma reeducação alimentar na gorda. A agora ex-gorda arrependeu-se de ter corrido com Snow de casa. Preocupada com a saúde da enteada, mandou a nutricionista procurar Snowboard e dar a ela umas dicas de alimentação. A nutricionista encontrou Snow fazendo vitrine viva na joalheria. Logo a nutri mostrou para a magrela maçãs deliciosas que ela levava numa cesta. Snow, que havia feito sua última refeição alguns dias atrás e adorava maçãs, deu uma mordida tão grande que se engasgou com a fruta, caindo sufocada na vitrine. Um médico que estava passando viu aquilo e correu para fazer a manobra de Heimlich em Snow, que cuspiu o pedaço de maçã no olho da nutricionista. Snow magra, debilitada e com duas costelas quebradas por conta da manobra olhou para o médico e apaixonou-se. O médico-veterinário, que costumava recolher animaizinhos perdidos da rua e tratá-los, também. Snow casou com o veterinário, engordou cinquenta quilos e abriu uma pet shop. Hoje aguarda sua cirurgia de redução de estômago pelo SUS.

Num próximo post perto de você: Cynderella Christynna, a princesinha do pagode.


A BELA ADORMECIDA

Edvard Munch - Cinzas I

Era uma vez uma linda princesa chamada Aurora.
Aurora, como seu nome já prenunciava, era chegada numa festa, de ficar na balada até o raiar do dia. Au-Au para os íntimos, era amiga de Alice, conhecida como Alice Doidona. Alice vivia drogada, viajando e numa das tantas internações em clínicas de reabilitação resolveu escrever um livro, que chamou de Alice no País das Maravilhas, onde contava suas experiências com alucinógenos. Assim Alice ganhou mais dinheiro que a escritora do Harry Potter e como continuou doidona, acabou fazendo uma operação de mudança de sexo, montou uma banda de rock e trocou seu nome para Alice Cooper. Bem, Au-Au, apesar de linda, odiava seu cabelo encaracolado. Como não havia chapinha nem escova progressiva naquela época, Au-Au dormia de touca para dar uma alisada nas melenas. Aí Au-Au teve uma idéia: se conseguisse dormir por alguns dias sem acordar usando a touca seu cabelo ficaria muito mais liso. Então chamou Alice Doidona e pediu que lhe vendesse uns comprimidos tarja preta para dormir 5 dias (ela tinha uma festa para ir no sábado). Tudo acertado, Au-Au entuba seus cabelos e toma os comprimidos. Só que Alice, doidona, erra na dose e dá mais drogas que o recomendado para a princesa. Au-Au entra em coma. Seus pais, desesperados, inventam uma história sobre o "encanto" de uma bruxa, blá, blá, blá e criam um hospital dentro do castelo para cuidar de sua filha, sem que os súditos saibam. Até que um dia um tarado invade o hospital e transa com a princesa em coma. No vai-e-vem, Au-Au bate com a cabeça na cabeceira da cama e acorda do coma. As câmeras de segurança filmam tudo. Para não deixar a filha de cabelo ruim cair na boca do povo, os pais de Au-Au inventam a história de um príncipe que veio dar um "beijo" na princesa e ela "acordou de seu encanto". Au-Au ficou feliz. Além do "príncipe" ser bom de cama, depois de seis meses em coma seu cabelo dentro da touca tinha ficado lissíssimo!

Num próximo post a história de Branca de Neve, a anoréxica que comia somente uma maçã por dia e usava protetor solar fator 100.