TÔ DE FÉRIAS, DÁ LICENÇA?
Com muita saudade de postar fumando um cigarrinho, e principalmente de quem ficou em Brasília, V. e U. |
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John
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27.2.06
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Fui fazer a prova com cara de Maria Madalena Arrependida, por não ter estudado direito. Cheguei lá, a prova não era hoje, vai ser daqui a dois dias, com consulta e de dois (???). Maria Madalena Arrependida volta para casa, arrependida por não ter dormido um pouco mais. Maria Madalena corre para o computador para acessar orkuts, blogs, mp3 e afins. Maria Madalena quer escutar música. Encontra dois CDs iguais do Erasure. Madalena descobre que ficou com o CD do ex. Madalena fica arrependida por privar o ex do seu CD. Madalena não acha o CD do Garbage. Madalena acha que a faxineira leva umas coisas daqui para a casa dela. Madalena acha o CD do Garbage. Mada fica arrependida por ter pensado coisas ruins da faxineira. Mada já pensou coisas ruins da faxineira três vezes nessa semana, e se arrependeu das três. Mad tem uma lista de coisas para fazer antes de sair de férias. Só conseguiu fazer a metade. Mad está arrependida por não ter feito as coisas na semana passada. Mad tira umas coisas da lista do que tem para fazer antes de sair de férias, assim a lista fica menor. Mad vai se arrepender quando voltar de férias.
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John
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21.2.06
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Segunda...não, já é terça...terminei o trabalho da faculdade, e ainda tenho que estudar para a prova que vai ser quando mesmo? Hoje. Sonolência... Já não basta ficar o dia todo no computador do selviço e ainda fico futricando por aqui... Orkuts, blogs, mp3s e afins. Não sobrou hora para estudar. Ou para dormir... Tenho estudado escutando música erudita... Mozart, Chopin, Vivaldi, mas aí eu fico viajando com a música e não presto atenção no que eu estou lendo. Ai que sono! Acho que vou fazer uma meditação...quando eu medito eu preciso de muito menos horas de sono. Café não, vai me dar vontade de dormir só quando for a hora de acordar... Acho que vou colocar o relógio para despertar bem cedo, aí eu estudo pela manhã. Hehehe, nessa nem eu acredito.
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John
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21.2.06
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"Certos sábados
Tem dias que a gente acorda querendo muito ter um homem em casa. Não um homem qualquer, mas um quase marido. É quando o sábado amanhece chuvoso, não se combinou nada para o fim de semana, o dia se anuncia triste e se intui que o telefone nem vai tocar. Ah, um homem em casa nessa hora seria bem bom.
Não seria preciso que esse homem freqüentasse nenhuma academia de ginástica e nem que sua barriga fosse cheia de músculos, feito um tanque. O ideal é que ele tivesse cinco ou seis quilos a mais do que o ideal, os cabelos um pouquinho grisalhos, que não fosse muito animado, querendo combinar um programa com os amigos, e que falasse pouco. Pouco, e só nas horas certas.
Logo de manhã esse homem abriria o jornal e leria atentamente todas as páginas, da primeira à última, passando pelo editorial, a seção internacional, o caderno de esportes (e calado). A cada vez que eu tentasse puxar um assunto, o máximo que ele faria seria passar a mão na minha cabeça carinhosamente, mas sem tirar os olhos do jornal e sem dizer uma só palavra.
Que delícia, um homem assim.
Quando, lá pelas 3h da tarde, eu perguntasse se ele estava com fome, ele diria que um pouquinho, mas não muita; levantaria e abriria a geladeira para ver se encontrava alguma coisa para comer. Beliscaria uma fatia de presunto e diria suavemente "vamos sair para almoçar mais tarde?". E faria um cafuné no gato que estava em seu colo há um tempão -gatos gostam de gente calma.
Lá pelas seis da tarde ele perguntaria "que tal irmos à churrascaria, que a essa hora deve estar vazia?"; eu diria que sim, feliz de ele já ter decidido e não me perguntar onde eu gostaria de comer, se num japonês, num italiano ou no que está mais na moda.
Nós sairíamos a pé, ele de bermuda, eu com um vestidinho leve, sem nem pintar o olho, e de mãos dadas. Tomaríamos uma caipirinha (eu), uma cerveja (ele), comeríamos uma lingüicinha, uma picanha com farofa, e na volta ele iria sugerir passar no videoclube e alugar uns filmes. Escolheríamos uns três, sendo que nenhum deles de violência, tráfico de drogas, nem sexo demais.
Quando chegássemos em casa, eu tiraria minha sandália, ele o seu tênis, nos espicharíamos no sofá com os pés em cima da mesinha para ver os filmes, e ele me perguntaria qual eu gostaria de ver primeiro. Eu me encostaria naquele começo de barriguinha dele e, no meio do filme, tiraria um cochilo, que ele fingiria não perceber. Pelas 10h, 11h da noite, um de nós dois diria estar com sono, o outro diria "vai indo pro quarto que eu já vou" e chegaria alguns minutos depois. Ele ligaria a televisão, só pelo hábito, eu encostaria a cabeça no seu ombro, o telefone não tocaria uma só vez, e uma hora qualquer eu dormiria um sono tranqüilo, sem sonhos. E, quando acordasse de manhã, teria do meu lado, ainda dormindo, aquele homem capaz de dar aquilo com que as mulheres no fundo sonham: uma certa paz.
Só que o dia seguinte seria domingo, e domingo é véspera da segunda, quando o mundo - e os homens e as mulheres - volta a funcionar com seus problemas, seus tumultos, suas angústias, e é difícil viver tranqüilamente todos os dias da semana.
E penso que ter um homem assim, só aos sábados.
Alguns sábados, e de preferência, chuvosos."
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John
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19.2.06
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"Está tudo planejado:
se amanhã o dia for cinzento,
se houver chuva
ou se houver vento,
se eu estiver cansado
dessa antiga melancolia
cinza fria
sobre as coisas
conhecidas pela casa
a mesa posta
e gasta
está tudo planejado
apago as luzes, no escuro
e abro o gás
de-fi-ni-ti-va-men-te
ou então
visto minhas calças vermelhas
e procuro uma festa
onde possa dançar rock
até cair"
Caio Fernando Abreu
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John
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18.2.06
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John
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15.2.06
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"Previsão para segunda, 13 de fevereiro de 2006:
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John
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13.2.06
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John
em
12.2.06
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camisa havaiana (ok)
chinelo havaianas (ok)
bermuda (ok)
camiseta preta (ok)
camiseta cinza (ok)
camiseta verde (ok)
protetor solar (ok)
boné (ok)
hidratante (ok)
óculos escuros (ok)
óculos de sol (ok)
óculos de sombra (ok)
óculos de grau (ok)
sandália de couro (couro? i don't think so...)
sungão pretão para disfarçar o poposão (ok)
- 10 kg (como assim???)
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John
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11.2.06
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Teve uma época em que eu queria que acontecesse alguma mudança na minha vida. Tinha saído de um relacionamento de quatro anos, trabalhava em algo que gostava, levava uma vida pacata, mas estava insatisfeito. Sempre que eu escutava The Letter, da Macy Gray, eu fica fantasiando a mesma coisa: Eu, no trabalho, ia ao banheiro e vestia minha roupa de astronauta. Aí eu voltava aonde estavam meus colegas, ia até a janela e começava a flutuar. Assim eu começava a sair do prédio, por aquela janela, e me despedia dos colegas, que ficavam acenando para mim. Eu subia e avistava a cidade. Lá embaixo passavam meus amigos e eu acenava para eles, subia mais e via minha família, em frente a minha casa, todos felizes e dando tchauzinho para mim. Pois bem, voltamos a vida real. Eu já tinha esquecido tudo isso, eu acabei recebendo um convite para vir trabalhar em BSB. Nem lembrava mais dessa minha piração. Depois de mais de quatro anos aqui eu lembrei. Aquele astronauta pousou em Brasília.
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John
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11.2.06
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John
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11.2.06
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1. Odeio quem toma cocalightlemon.
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John
em
9.2.06
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Estou uma coisa Kid Abelha
Nada Tanto Assim
Só tenho tempo pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela
Alguém me conta no corredor
Escolho os filmes que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas que eu encontro
Na crítica do leitor
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim
Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro por cartão postal
Eu sei de quase tudo um pouco e quase tudo mal
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
Mas nada tanto assim
Eu tenho pressa
E tanta coisa me interessa
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John
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9.2.06
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John
em
6.2.06
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John
em
4.2.06
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