MY HEART BELONGS TO MY DADDY

Não gosto muito de datas comemorativas, mas como o dia dos pais e o aniversário do meu pai são datas próximas entre si enquanto tempo e distantes de mim enquanto presença física, vamos lá:
Meu pai e eu somos os mais parecidos da família. Quando ele me olha ele sabe exatamente o que estou sentindo, se estou aborrecido, feliz ou amando. Tem um ótimo humor, embora possa ficar iracível de uma hora para a outra (olha eu aí). As coisas que eu mais detestava no meu pai, acabei encontrando em mim, e vi que era impossível ele mudar, assim como eu não consegui mudar também. Perdoei-o, e perdoei a mim também. Trata cada filho de uma forma diferente (ao contrário de minha mãe, que achava que tinhamos que ser tratados no "atacado"), sempre respeitou nossas diferenças. Embora tenha se queixado que os filhos não gostassem de futebol, nunca ficou me questionando a respeito de namoradas, essas coisas. Tudo que ele quer saber é se eu estou bem. Meu pai foi o que mais vibrou com minhas vitórias e me apoiou nos meus fracassos.
Embora eu tenha custado para perceber, ele sempre me deu um amor incondicional, sem pedir nada em troca, sem chantagem emocional, sem discursos. Meu pai me dá o amor de pai, e pronto. E é um sonhador, vive no mundo da lua como eu. Quando eu encontrar ele de novo, ele vai me dar aquele abraço confortador, dizer que estava com saudades e perguntar se está tudo bem. E eu vou responder: - (agora) Está. Bem, e minha mãe? Minha mãe me ensinou que qualquer coisa que tenha acontecido ou venha a acontecer a ela, a mim ou ao resto do mundo, é culpa minha. Mas isso é assunto para o dia das mães.

1 comment:

Anonymous said...

nossa john
very cool piece

g.