E.T. GO HOME!
Comecei a fumar adolescente, depois parei. Adulto, fumava finais de semana, e olhe lá. Fiquei anos sem fumar, abominando cigarro. Depois de vir para BSB, o cigarro se tornou meu parceiro fixo para encarar uma solidão inicial. A solidão foi embora, o cigarro ficou. No início o cigarro era tipo aquele amigo que você não conhece bem, e convenhamos que é bem esquisito andar por aí com uma fogueirinha acesa na ponta dos dedos. Quando eu era adolescente eu não sabia o que fazer com aquilo. Parecia o dedo do E.T., vermelho. Eu levava o cigarro à boca e pensava: E.T. phone home!
Quando viciei, achava que não podia viver sem cigarro. Me acalmava, me dava um up, me ajudava a pensar. Depois, o vício não me deixava mais pensar. Eu ainda sou do tempo que o cigarro era chic, sedutor. O preço pago por tanto glamour? O cheiro, o hálito, os dentes e a saúde de uma maneira geral. Arrisquei umas desistências, até que consegui, pelo menos estou conseguindo. Gosto muito da definição de uma colega ex-fumante sobre o cigarro: O cigarro é como um namorado cafajeste. Ele nunca vai terminar com você, mas você morre de medo de ser abandonada por ele. E quando você se livra do cafajeste, todos vem te cumprimentar, dizendo que foi bom você ter terminado com ele, que ele não prestava, que só te fazia mal. E você fica com aquela pontinha de vontade de vê-lo de novo...
Post inspirado no Ano do Dragão, do BHY.
Ao som de Macy Gray, BIG.
Post inspirado no Ano do Dragão, do BHY.
Ao som de Macy Gray, BIG.

4 comments:
Segure essa vontade, honey. Os amigos só te cumprimentaram porque foi realmente muito bom vc ter largado esse cafajeste! rs.
Brasília é isso que vc descreveu, não? Um lugar inóspito, dificílimo de se acostumar. Quase impossível fazer amizades. Uma piração o fato de não ter esquinas e das quadras parecerem um câmpus universitário. Muitos morrem de depressão e precisam sair daí com urgência. Mas quem se acostuma, não troca Brasília por nada. É como um 'país das maravilhas'...
Na condição de especialista em cafajestes, te aconselho mesmo a manter a determinação e continuar longe do E.T.
Até troquei a foto do blog em solidariedade.
Abraços.
Little John,
Já está até ficando suspeito essa troca de links, não? Me linka que eu te linko? Obrigado, once again.
Sobre essa merda dos cigarretes, é isso mesmo, como um namorado cafajeste, perfeita a definição. Mas nem todos que passaram por cafajestes ainda mantém a vontade de revê-los. E ainda que isso aconteça, uma vontade de revival, manter-se firme é sempre a melhor opção.
Conheço ex-fumantes que jamais imaginavam que seriam capazes de largar o vício e hoje, sinceramente, não sentem nenhum arrependimento oculto, uma vontade que não é falada nem pro amigo mais amigo. Até porque arrependimento é tão ou mais forte que desejos secretos e fazem sofrer tanto quanto.
Firme?
Gosto muito de você.
BHY
;-)
as always, to the point.
ps.mas qdo vc vier prá, de quem vou filar maços e maços?
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