
Pirenópolis achou sua vocação: ser uma cidade bicho-grilo-hype. Depois de gravarem lá aquela novela (Estrela-Guia) com aquela cantora (a Sandy Júnior), a cidade histórica resolveu pintar a fachada de suas casinhas coloniais e oferecer aos turistas aquilo que eles adoram comprar: artesanato. Eles tem até a Oscar Freire dos hippies, uma ruazinha estreita, com lojinhas de tapetes, almofadas, pedras, cristais, lembrancinhas, bolsas, incensos, havaianas, tatuagens, imãs para geladeira e é claro, esculturas de papel machê. Uma cidade boa de passear por suas ruas estreitas, descobrir um café legal e observar os transeuntes, tudo no clima bucólico da cidade. Isso é possível quando a cidade não está abarrotada de turistas (daqueles, que adoram artesanato). Eu por exemplo, não comprei nada, só uma lixeirinha reciclável, feita de papelão e serigrafada com uns poemas, umas frases em japonês e o rosto da Marilyn. Minha cara.
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