
Piri. Clima bucólico e artesanato. Passar o final de semana numa casinha afastada, sem forro, mas com piscina. Aquela sensação de paz, entrecortada por um Ipod ligado a um mini-sistem, que começava a tocar as 10 da manhã e parava as 3, da madrugada. Piri. Clima bucólico, onde 7 pessoas se reuniram para descansar do stress da cidade grande. E para bater boca. Discutir quem vai cozinhar, quem vai lavar a loça, quem vai buscar mais cerveja, quem está roubando no war ou se Homúnculo da Catedral pode ser considerado uma entidade, na rodada da letra H, do jogo adedônia (ou stop). Piri, clima bucólico num lugar cercado de verde e de animais. Galinhas, para ser mais preciso. E um galo, para ser mais exato, que começava a cantar as 4 da manhã. Piri. Clima bucólico e artesanato. E por falar em lembrancinhas, não foi só uma lixeirinha minha cara que eu trouxe de lá. Quando eu fui tirar as roupas da mochila, já aqui em BSB, saltou uma lacraia. Sim, o inseto. Que adorou a minha cama. Enquanto ela deslizava, ou marchava com suas milhares de perninhas, dei um grito, o grito mais gay da minha vida, olhando para minhas mãos para ver se o meu souvenir não tinha me picado. Não, não picou. Depois de algumas ligações telefônicas, do tipo: tem uma lacraia embaixo da minha cama, o que eu faço, ou, se você não vier matar essa lacraia, eu vou dormir na sua casa, peguei coragem. Peguei também um tubo de inseticida. Detetizei a casa toda, enchi a cara da lacraia de Baygon e dei o golpe de misericórdia. Espero que ela não tenha trazido uma amiguinha. Mas só vou abrir a outra mochila amanhã. Por hoje chega.
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